segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Essa é pra voçê, Baby...



Ainda não consigo entender. Faz muito tempo que tento, já conversei com muita gente, e nunca surge uma resposta. Por que os automaníacos são viciados em estado terminal pelos motores V-8?

Vejamos, pode ser por causa do passado. Grande parte dos carros que passaram por aqui no passado eram americanos equipados com V-8. Mas também passou por aqui o
boxer VW, bem como os pequenos quatro-cilindros em linha da Renault e da Fiat. Ao longo dos anos, os V-8 foram desaparecendo, dando lugar aos mais baratos e mais econômicos motores. Voltaremos a isso depois.

Pode ser a potência dos motores, mas não faz muito sentido, já que os V-8 que conhecemos em grande maioria são ineficientes e com baixa potência específica. Existem motores mais potentes bem menores e mais eficientes, como os BMW e
Porsche turbo, os motores italianos da Ferrari e Maserati. Se analisarmos com cuidado, até um motor diesel pode ser mais eficiente e com melhor aplicação.

Definitivamente não é pela tecnologia presente. A concepção não mudou muito em 40 anos, basicamente o que se precisa é um bloco de ferro enorme com oito buracos, um eixo comando de válvulas, algumas varetas e um carburador que pode sugar um passarinho
pra dentro do motor sem dificuldades. Só mais recentemente que os V-8 americanos foram modernizados, mas com o mesmo princípio, e assim nasceu o LS7 GM, um dos melhores motores do mundo. Ford Cammers também. Os motores atuais da F-1 são V-8, mas pergunte pra qualquer entusiasta sobre V-8 de F-1 e a primeira coisa que ouvirá serão as letras D-F-V.

Talvez o som produzido por um motor desses, sua
frequência de funcionamento e ordem harmônica inconfundíveis. Mas, calma lá, é um ronco como outro qualquer, característico como um Porsche boxer-6 ou um V-12 Ferrari. Não há como negar que um V-12 destes arrepia até a alma. E antes que já pensem que esqueci, Ferrari faz V-8 sim, há anos, e são maravilhosos, mas quase ninguém lembra de uma Ferrari por um V-8, certo? Os Bentley 6 ¾-litros são mais para o lado dos americanos, grandes mastodontes geradores de torque para virar o mundo pro outro lado.

Deve ser influência
direta dos americanos com a questão do passado, pois é a cultura deles. É uma cópia de cultura, como quase tudo o que fazemos. De alguma forma, fomos infectados por eles. Não são os mais potentes, mas inegavelmente são potentes se bem preparados. Não são um primor de tecnologia, mas e daí? Não soam como um V-12 italiano que arrepia a alma, mas acordam os mortos e fazem as flores murcharem com seu ronco embaralho.

Ainda não sei o que é, talvez não precisemos de uma explicação, o que importa é que eles estão nas nossas vidas, e não nego que sou apaixonado por eles.

Tinha que ser da Fiat...

Circula pela internet desde o ano passado uma história interessante que já deve ter dado muitas voltas ao mundo. Como não tenho mais informações e não sei de quem é o e-mail original, decidi postar a história conforme recebida, uma vez que parece verdadeira. Ao mesmo tempo que é um pouco triste pelo abandono, deve ter sido muito bacana o encontro com os carros zerinhos.

"As linhas e as fotos a seguir contam uma história surreal, algo que certamente não se encontra muitas vezes na vida. É a história de Jens Sorensen, um dinamarquês que por muitos anos foi revendedor de carros e caminhões da marca Fiat em seu país.
Em 1981, a fábrica italiana pediu a Jens que optasse entre manter uma revenda de carros ou uma de caminhão, não as duas, Jens optou por manter a revenda de caminhões, e parou de vender automóveis. Aqui vem o fato surreal: quando Jens parou de vender os automóveis, ele tinha cerca de 200 deles em estoque. Ele não "desovou" o estoque, simplesmente encostou-o em um canto da revenda, que assumiu a marca dos caminhões Fiat, que é Iveco, até que em 1986, quando ele construiu outro prédio para a revenda, simplesmente fechou a antiga com todos os 200 veículos dentro! Ano passado, aos 92 anos, Jens faleceu.
Seu filho, Kjeld, "descobriu" então o tesouro que seu pai havia simplesmente ignorado. São pelo menos 200 automóveis, entre usados e zero-quilômetro, principalente das marcas Fiat e Lancia.
Os carros estão atualmente sendo vendidos por preços que variam entre € 600 e € 6.500. Um detalhe bizarro: na revenda existem vários Fiat 127 zero-quilômetro (marcando entre 10 e 30 km no hodômetro), mas que não podem ser vendidos para uso, já que não podem mais ser registrados no departamento de trânsito por não obedecerem às regras vigentes de emissão de poluentes!"

Também não sei que é o autor das fotos e por isso não posso creditá-las.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

NOSSO CARRO< O MELHOR QUE EXISTE!!

TODO MUNDO, DESDE CRIANÇA PENSA EM UM DIA TER UM AUTOMÓVEL NA GARAGEM.TEM PESSOAS QUE PENSAM EM TER UM MAIS BARATO, OUTROS PODEM TER UM MAIS CARO E BONITO E TEM A MINORIA QUE PODE USUFRUIR DE MAQUINAS LINDAS E PODEROSAS.SOMOS MOVIMENTADOS PELO DESEJO DE CONSUMO QUE AGREGA TODA E QUALQUER PESSOA QUE VIVE NA SOCIEDADE URBANA, SEMPRE QUERENDO TROCAR POR UM MODELO MAIS NOVO OU ENTÃO, TIRANDO UM ZERO QUILOMETRO. NOSSA GANANCIA EM TER UM MAIS BONITO QUE O VIZINHO, OU AO COLEGA DE TRABALHO, SEMPRE SOMOS IMPULSIONADOS A TER UM ACESSÓRIO MELHOR EM QUE VISA STATUS NA RODA DE AMIGOS.AGORA, TEM PESSOAS QUE TEM SEU AUTOMÓVEL COMO UM OBJETO DE TRABALHO ONDE CARREGA INÚMEROS OBJETOS E NÃO TEM CUIDADO ALGUM DIANTE O SEU PATRIMONIO, AONDE ELE NÃO SOBREVIVERIA SEM SEU VEICULO DE TRABALHO MAS POSSUI UM NOVO NA GARAGEM PARA IR A FESTAS OU EM ENCONTROS, E TEM O ZÉ FLANELINHA (EU) QUE O TEM COMO UM SER FAMILIAR, QUE NÃO IMPORTA MODELO, COR OU ANO, DEU MUITO TRABALHO E ESFORÇO PARA CONSEGUIR E MANTE-LO EM PLENA CONDIÇÕES DE USO.AGORA TEM PESSOAS QUE COMPRA SEU AUTOMÓVEL COM SUOR E NAS CONVERSAS DE BOTECO DIZ QUE SEU AUTOMÓVEL É PARA ANDAR E NÃO PARA CUIDAR, MAS, TENHA SEU CARRO ROUBADO PARA FICAR FALANDO QUE ERA A ÚNICA COISA DE VALOR QUE POSSUÍA E NÃO VIVE SEM UM!POR ISSO EU SEMPRE FALO, NOSSO CARRO É SEMPRE O MELHOR CARRO QUE EXISTE, POIS FOI ADQUIRIDO COM MUITO ESFORÇO, E NÃO TEVE NINGUÉM QUE TE OBRIGOU A COMPRAR ESSE OU AQUELE MODELO, POIS VOCÊ SEMPRE TEVE VONTADE DE COMPRAR UM IGUAL. AGORA, QUANDO VOCÊ TIVER CONDIÇÕES DE COMPRAR UM MELHOR, NÃO DESVALORIZE UM QUE VOCÊ TEVE, OU, UM QUE VOCÊ NÃO GOSTARIA DE TER.

CADA CARRO TEM SEU DONO QUE MERECE, E CADA DONO TEM SEU CARRO QUE ESCOLHEU!!!

Isso que nosso mestre escreve tem muitos profissionais na área que não sabe diferenciar...


FLEX E BICOMBUSTÍVEL SÃO COISAS DIFERENTES

Desde que apareceu o primeiro carro flex no Brasil, em março de 2003 - o Gol de geração 3 Total Flex - vê-se com frequência esses carros serem chamados de "bicombustíveis". Isso tanto na mídia quanto no próprio material promocional dos fabricantes.
Na foto da esquerda, um carro novo flex e na da direita, um táxi com kit de gás. É aí que reside toda a diferença entre os termos.
Os carros "flex" são os chamados veículos flexíveis em combustível. A flexibilidade, no caso, é em gasolina e álcool. Isto significa que têm umúnico tanque de combustível, no qual pode ser colocado qualquer dos dois, puros ou misturados em qualquer proporção. Os americanos, que adoram uma sigla, chamam-nos, apropriadamente, de FFVs, Flexible-Fuel Vehicles. No Brasil é mais comum abreviar palavras ou termos e, desse modo, o termo "flex" está consagrado e diz tudo. Ninguém tem dúvida do que se trata.
Já o carro bicombustível, conceitualmente falando, é o que pode utilizar um ou outro combustível que, por isso mesmo, é armazenado em reservatórios diferentes. Os dois combustíveis não têm como ser misturados. Esses são a gasolina (ou álcool) e gás natural veicular, que atende pela sigla GNV. O gás é armazenado em tanques cilíndricos sob a elevada pressão de 200 bars, daí sua forma, que é a de maior resistência em relação ao próprio peso. Em geral são tanques de 9 metros cúbicos e costuma haver dois, como na foto, para um total de 18 m³.
Então o leitor-consumidor já sabe: flex é uma coisa, bicombustível é outra.
Todavia, como 90% dos carros licenciados no Brasil atualmente são flex, é bem provável que quem tenha um e resolva instalar um kit de gás passe a dirigir um carro flex e bicombustível ao mesmo tempo. Nisso tenho quase certeza de sermos os únicos.
A Fiat lançou há três anos o Siena Tetrafuel. O prefixo tetra significa quatro e isso representa os quatro combustíveis com que esse Fiat pode funcionar: gasolina brasileira com até 25% de álcool, gasolina sem álcool como a da maior parte dos países, álcool e GNV. Portanto, o Siena Tetrafuel se enquadra na classificação flex-bicombustível.
A comutação entre combustível líquido e gasoso era automática. O padrão era o funcionamento a gás, mas quando era exigida potência o combustível mudava para líquido sem interferência do motorista. Para 2009 isso mudou e existe agora um interruptor para ser possível escolher qual.
A GM lançou o Astra Multifuel em 2005, mas não era previsto gasolina sem álcool. O interessante é que não havia sistema auxiliar a gasolina para partida a frio. Quando com álcool e ao ligar numa manhã fria, a alimentação do motor era o próprio GNV. Mas o modelo ficou bem pouco tempo no mercado.